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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Pesquisadores descobrem que formigas se comunicam "via internet"

Pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, descobriram que uma espécie de formiga transmite informações de maneira bastante parecida à forma como os dados são enviados através da internet.

A descoberta ocorreu quando a bióloga Deborah Gordon, estudando o comportamento de uma espécie de formiga coletora, observou que as comunidades pareciam demonstrar um determinado padrão na hora de enviar mais insetos a uma fonte específica de comida. Gordon, então, contatou Balaji Prabhakar, um especialista em estudar como os arquivos são transferidos através de redes de computadores.

Formigas internautas
Os pesquisadores descobriram que as formigas não só seguiam um padrão específico, mas que, essencialmente, se tratava do mesmo algoritmo presente no protocolo TCP (Transmission Control Protocol), que controla a transferência de dados através da internet.

Segundo os cientistas, na internet os dados são transmitidos através de pacotes, com um receptor enviando um sinal cada vez que as informações são recebidas corretamente. As formigas utilizam exatamente o mesmo sistema para procurar comida, enviando mais indivíduos para a fonte cada vez que um deles retorna ao formigueiro rapidamente, tornando o processo de coleta mais rápido e eficiente.

Os pesquisadores acreditam que a descoberta pode ajudar os cientistas a entender melhor o comportamento das colônias de formigas, assim como apontar novas soluções para melhorar os sistemas de redes atuais.

Fontes: CBS News, TecMundo e Universidade de Stanford

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Satélites registram degelo recorde na superfície da Groenlândia

A cobertura de gelo da superfície da Groenlândia derreteu este mês em uma área superior à detectada em mais de 30 anos de observações de satélite, informou a Nasa esta terça-feira (24).

Segundo medições de três satélites diferentes analisadas por cientistas acadêmicos e da agência espacial americana, calcula-se que 97% da cobertura de gelo derreteram em algum ponto em meados de julho.
"Isto foi tão extraordinário que a princípio questionei o resultado: seria real ou teria sido um erro nos dados?", disse Son Nghiem, da Nasa.

O especialista lembrou ter notado que grande parte da superfície congelada da Groenlândia parecia ter derretido em 12 de julho, ao analisar dados do satélite Oceansat-2, da Organização de Pesquisas Espaciais Indiana.

Resultados de outros satélites confirmaram estas descobertas. Mapas do degelo demonstraram que em 8 de julho cerca de 40% da superfície congelada tinham derretido, uma área que aumentou para 97% quatro dias depois.

A notícia é divulgada dias depois de imagens de satélite da Nasa mostrarem que um enorme iceberg com o dobro do tamanho da ilha de Manhattan se soltou de uma geleira na Groenlândia.

Segundo a Nasa, no verão, cerca da metade da cobertura de gelo da Groenlândia derrete naturalmente. Normalmente, a maior parte desse gelo derretido volta a congelar rapidamente em altitudes mais elevadas, enquanto em áreas costeiras parte dele é retida pela cobertura de gelo, enquanto o resto vai para o oceano.
"Mas este ano, a extensão do derretimento na superfície ou perto dela aumentou dramaticamente", informou a agência.

Cientistas ainda precisam determinar se o degelo, que coincidiu com uma pouco habitual onda de ar quente sobre a Groenlândia, contribuirá com a elevação no nível do mar.

fonte: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2012/07/satelites-registram-degelo-recorde-na-superficie-da-groenlandia.html

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O que aconteceria se a terra parasse de girar?

Catástrofes em escala global e dizimação da raça humana seriam algumas das consequências mais brutais.
Dia e noite, inverno e verão. As diferenças entre as estações e períodos do dia são possíveis graças a dois movimentos dos quais ouvimos falar lá nos tempos de escola: rotação e translação. Você pode não se lembrar com muitos detalhes, mas eles são essenciais para que a vida na Terra seja garantida.

 
(Fonte da imagem: Reprodução/NASA)

Mas será que eles são tão importantes assim? O Tecmundo traz a resposta neste artigo, criado para mostrar tudo o que aconteceria com o planeta caso algum dia os movimentos fossem simplesmente interrompidos. Você está preparado para saber das catástrofes? Então pegue seus casacos, suas roupas de banho e seus capacetes. Não entendeu? Isso já vai mudar.

Desaceleração do planeta

Caso a Terra parasse de girar, provavelmente o processo seria realizado de maneira gradativa. Por essa razão, demoraria um pouco até que percebêssemos a desaceleração. Os primeiros sintomas a serem percebidos seriam os prolongamentos de dias e noites. De pouco em pouco, os períodos de luz e escuridão começariam a ser cada vez maiores, até que o planeta parasse totalmente.
Quando isso acontecesse, os dias e noites não seriam mais controlados pelo movimento de rotação da Terra (o que faz o planeta girar sobre seu próprio eixo), mas sim pelo da translação (movimentação orbital, em torno do Sol). Isso significaria que dias e noites teriam cerca de 6 meses cada, de forma parecida com o que atualmente ocorre nos polos.

Em caso de uma freada brusca

Havendo uma paralisação mais brusca, em que a Terra realmente parasse de uma hora para outra, os danos causados ao planeta não seriam apenas percebidos em longo prazo. Como a velocidade de rotação é de cerca de 900 km/h, uma “freada” faria com que o planeta inteiro fosse jogado para frente.
Imagine um carro percorrendo uma linha reta a 60 km/h e parando de repente. Os passageiros seriam jogados para frente, não é mesmo? O mesmo aconteceria com a Terra, mas em vez de apenas as pessoas serem lançadas, prédios e outras construções seriam derrubados, causando destruição por todos os lugares.

 

(Fonte da imagem: Reprodução/Gabriel - Flickr)

Da mesma maneira que acontece com os terremotos, a destruição gerada por esse tipo de desastre iria muito além dos desabamentos. Ondas gigantes, incêndios e seus respectivos efeitos colaterais poderiam ser vistos em escala global.

Dias e noites polares

Como já dissemos, os dias e noites seriam controlados pelas voltas da Terra em torno do Sol, fazendo com que só anoitecesse uma vez por ano. O mesmo aconteceria com as manhãs, que demorariam 12 meses para se repetirem. Com cada período durando seis meses, você já deve imaginar o que aconteceria com vegetações e animais.

Luz ou escuridão: escolha a sua morte

Os ecossistemas existentes nos continentes são muito diferentes dos presentes nos polos. Por essa razão, não seria possível garantir a sobrevivência das espécies que, hoje, habitam por aqui. Com seis meses de luz e seis meses de escuridão, o planeta Terra veria o fim de todas as espécies animais e vegetais (com raras exceções das fossas abissais), por excesso de calor ou de frio.
Você pode estar se perguntando: “Mas como existem animais nas regiões polares?”. A resposta é simples: angulação. Os raios solares incidem nos polos com muito menos potência do que os que atingem zonas tropicais, por exemplo. Imagine como seria passar 180 dias com o sol do meio-dia na cabeça. Muito pior do que o sol das seis da tarde, não?

 

(Fonte da imagem: Reprodução/Sibley Hunter - Flickr)

Queimadas constantes fariam com que as florestas fossem destruídas, assim como plantações e outros tipos de cultura vegetal. Com isso, a alimentação dos seres humanos e também a produção de rações seriam afetadas completamente. Nós não poderíamos comer vegetais (pela inexistência num primeiro momento) e nem animais (que também acabariam sucumbindo à fome).
Do outro lado do planeta, na escuridão, os problemas também seriam relacionados à alimentação. Sem luz, vegetais não poderiam se desenvolver e as consequências seriam as mesmas: animais desnutridos e humanos sem comida de nenhum tipo.

O fim da raça humana?

Alguém sobreviveria se a Terra parasse de girar? Segundo a NASA, as pessoas que vivem nos polos do planeta seriam “poupadas pelo apocalipse”, pois para elas os dias continuariam sendo iguais. Apenas seriam afetadas pela já explicada “freada brusca”, que poderia fazer com que as geleiras se desprendessem, por exemplo.
Para muitos, seria o Apocalipse. (O Apocalipse; Pintado por Matthias Gerung)

Com exceção das populações polares e seus respectivos animais, vegetais e algas, pouca vida sobraria no planeta. Aos poucos, a inanição seria responsável pelo aniquilamento da raça humana. E se muitas pessoas tentassem fugir para os polos, os ecossistemas seriam desequilibrados, o que causaria ainda mais problemas para o planeta.

Isso já está acontecendo

Há diversas teorias que apontam para a influência das marés na desaceleração da rotação da Terra. Segundo muitos físicos (como mostra o site do Instituto Newton de Ciências, dos EUA), a cada 100 anos a Terra perde velocidade suficiente para que os dias fiquem meio segundo mais longos.
Isso significa que, até os dias ficarem uma hora mais longos, será necessário que a Terra passe por mais 120 mil anos. Como você pode perceber, o processo está acontecendo de uma maneira muito lenta.
.....
Lembre-se: todas as informações mostradas neste texto são baseadas em artigos científicos. Mesmo sabendo de todas as possíveis consequências, pesquisadores especializados afirmam também que uma parada repentina do planeta é praticamente impossível. 


Fonte: Tecmundo

domingo, 16 de outubro de 2011

Divisão do Pará

SE APROVADA, DIVISÃO DO PARÁ CRIARÁ MAIS DOIS NOVOS ESTADOS.

DOIS NOVOS ESTADOS PODEM SURGIR NA REGIÃO NORTE DO BRASIL, DEPENDENDO DA DECISÃO DE UM PLEBISCITO PARA A SEPARAÇÃO DO PARÁ EM TRÊS, FORMANDO OS ESTADOS DE CARAJÁS E TAPAJÓS. A PROPOSTA É REJEITADA POR GRUPOS QUE APONTAM NELA INTERESSES POLÍTICOS, SEM BENEFÍCIOS PARA A POPULAÇÃO.

O PLEBISCITO FOI APROVADO PELO CONGRESSO EM MAIO E SERÁ REALIZADO EM 11 DE DEZEMBRO. O BRASIL POSSUI HOJE 27 UNIDADES FEDERATIVAS, SENDO 26 ESTADOS E O DISTRITO FEDERAL. SE A DIVISÃO FOR ACEITA PELOS PARAENSES, SERÁ A PRIMEIRA VEZ QUE UM ESTADO BRASILEIRO SURGIRÁ DAS URNAS, DE UMA DECISÃO POPULAR.

A CAMPANHA PELO PLEBISCITO COMEÇOU EM 13 DE SETEMBRO. PARA OS DEFENSORES DA MEDIDA, ELA LEVARÁ PROGRESSO PARA O INTERIOR DO ESTADO, ONDE A AUSÊNCIA DO GOVERNO DIFICULTA O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO.

O PARÁ É O SEGUNDO MAIOR ESTADO DO PAÍS, ATRÁS SOMENTE DO AMAZONAS. SANTARÉM, POR EXEMPLO, FICA A QUASE 1.500 KM DE BELÉM. COM A ESTRUTURA POLÍTICA QUE ACOMPANHA A FORMAÇÃO DE UM ESTADO, SERÁ MAIS FÁCIL, SEGUNDO OS SEPARATISTAS, DIRECIONAR RECURSOS FEDERAIS PARA AS REGIÕES MAIS DISTANTES DA CAPITAL.

JÁ OS OPOSITORES ACREDITAM QUE A SEPARAÇÃO, AO CONTRÁRIO, VAI PIORAR OS INDICADORES SOCIAIS DAS CIDADES PARAENSES, QUE ESTÃO ENTRE AS MAIS VIOLENTAS E POBRES DO PAÍS. ALÉM DISSO, ELES APONTAM INTERESSES POLÍTICOS E ECONÔMICOS NA REPARTIÇÃO.

DE ACORDO COM O PROJETO, O PARÁ FICARIA COM 78 CIDADES (17% DO TERRITÓRIO), 4,6 MILHÕES DE HABITANTES E 56% DO PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB), OU R$ 32,5 BILHÕES. TAPAJÓS, NA REGIÃO OESTE, TERIA COMO CAPITAL SANTARÉM, INCLUINDO 27 CIDADES (58% DO TERRITÓRIO), 1,2 MILHÕES DE HABITANTES E 11% DO PIB (R$ 6,4 BILHÕES). CARAJÁS, AO SUL, CUJA CAPITAL SERIA MARABÁ, CONTARIA COM 39 CIDADES (25% DO TERRITÓRIO), 1,6 MILHÕES DE HABITANTES E 33% DO PIB (R$ 19,6 BILHÕES).

DESDE O SÉCULO 19 HÁ MOVIMENTOS EM DEFESA DA CRIAÇÃO DO TAPAJÓS, QUE QUASE CHEGOU A SER OFICIALIZADO NA ASSEMBLEIA CONSTITUINTE DE 1988, JUNTO COM TOCANTINS. A SEPARAÇÃO DE CARAJÁS TEM À FRENTE PECUARISTAS E EMPRESÁRIOS DO SETOR DE MINERAÇÃO. MAS O FATOR DECISIVO PARA APROVAÇÃO SERÁ O CONVENCIMENTO DOS MORADORES DE BELÉM. A CAPITAL CONCENTRA O MAIOR FOCO DE RESISTÊNCIA À DIVISÃO DO ESTADO.

O RESULTADO DO PLEBISCITO SERÁ ENCAMINHADO AO CONGRESSO. DE ACORDO COM A CONSTITUIÇÃO, A CRIAÇÃO DE ESTADOS E TERRITÓRIOS DEPENDE DA APROVAÇÃO DE UMA LEI COMPLEMENTAR. 

COMO NASCEM OS ESTADOS:

TRAMITAM HOJE NO CONGRESSO PROJETOS DE LEI PARA A INSTITUIÇÃO DE MAIS 16 ESTADOS FEDERATIVOS. OS PROJETOS PODEM GANHAR NOVO FÔLEGO, CASO A POPULAÇÃO PARAENSE APROVE A DIVISÃO NO NORTE.

ENTRE OS PROJETOS ESTÁ A CRIAÇÃO DO ESTADO DO TRIÂNGULO, QUE SEPARA O TRIÂNGULO MINEIRO DO RESTANTE DE MINAS GERIAS, COM 37 MUNICÍPIOS; GURGUÉIA, NO SUL DO PIAUÍ, COM 87 CIDADES (60% DO TERRITÓRIO); O ARAGUAIA, COM 32 MUNICÍPIOS, E O MATO GROSSO DO NORTE, COM 47, DESMEMBRADOS DO MATO GROSSO; O RIO SÃO FRANCISCO, COM 34 MUNICÍPIOS, LOCALIZADO A OESTE DA BAHIA; O MARANHÃO DO SUL, COM 49 MUNICÍPIOS, DIVIDINDO O MARANHÃO; O OIAPOQUE, NO AMAPÁ; E OS TERRITÓRIOS DO RIO NEGRO, SOLIMÕES E JURUÁ, NO AMAZONAS.

A PRIMEIRA DIVISÃO TERRITORIAL BRASILEIRA ACONTECEU APÓS O DESCOBRIMENTO, COM A FUNDAÇÃO DE 15 CAPITANIAS HEREDITÁRIAS. NO PERÍODO COLONIAL, AS CAPITANIAS FORAM UMA MANEIRA ENCONTRADA PELA COROA PORTUGUESA PARA COMPENSAR A FALTA DE RECURSOS PARA COLONIZAR O PAÍS, TRANSFERINDO TERRAS PARA PARTICULARES.

A HEREDITARIEDADE FOI EXTINTA EM 1759 PELO MARQUÊS DE POMBAL, MAS AS CAPITANIAS FORAM MANTIDAS ATÉ 1821. NESSA ÉPOCA, A MAIOR PARTE DELAS SE TORNOU PROVÍNCIAS, QUE DERAM ORIGEM A QUASE TODOS OS ESTADOS BRASILEIROS.

NO PERÍODO IMPERIAL HAVIA 19 PROVÍNCIAS, DUAS DELAS ORIUNDAS DO DESMEMBRAMENTO DO PARÁ (AMAZONAS) E DE SÃO PAULO (PARANÁ). EM 1828, A PROVÍNCIA DE CISPLATINA, NO SUL, SE TORNOU INDEPENDENTE E ORIGINOU O URUGUAI. COM A PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA, EM 1889, AS PROVÍNCIAS SE TRANSFORMARAM EM ESTADOS.

EM 1903, O GOVERNO COMPROU DA BOLÍVIA TRÊS TERRITÓRIOS QUE, EM 1920, SERIAM UNIFICADOS PARA FORMAR O ACRE. DURANTE A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL, GETÚLIO VARGAS DESMEMBROU SEIS TERRITÓRIOS ESTRATÉGICOS DO PAÍS: AMAPÁ, FERNANDO DE NORONHA, GUAPORÉ, IGUAÇU, PONTA PORÃ E RIO BRANCO.

COM O FIM DA GUERRA, PONTA PORÃ E IGUAÇU FORAM REINCORPORADOS AOS ESTADOS DE MATO GROSSO (HOJE, MATO GROSSO DO SUL), SANTA CATARINA E PARANÁ. OS DEMAIS VIRARAM ESTADOS: RIO BRANCO VIROU RORAIMA E GUAPORÉ, RONDÔNIA. FERNANDO DE NORONHA VOLTOU A PERTENCER A PERNAMBUCO.

EM 1960 O TERRITÓRIO DE GOIÁS PASSOU A ABRIGAR O DISTRITO FEDERAL, ENQUANTO A ANTIGA CAPITAL DO PAÍS, A CIDADE DO RIO DE JANEIRO, SE TORNOU O ESTADO DA GUANABARA, DE 1960 A 1975. EM 1977 PARTE DE MATO GROSSO VIROU O MATO GROSSO DO SUL E, NA CONSTITUINTE DE 1988, FOI CRIADO O TOCANTINS, AO NORTE DE GOIÁS.
 
RESUMINDO:

UM PLEBISCITO MARCADO PARA 11 DE DEZEMBRO DECIDIRÁ SE O PARÁ SERÁ DESMEMBRADO EM DOIS NOVOS ESTADOS: CARAJÁS E TAPAJÓS. CASO A PROPOSTA SEJA APROVADA NO REFERENDO, SERÁ A PRIMEIRA VEZ QUE UM ESTADO BRASILEIRO SURGIRÁ DA VONTADE POPULAR. A DIVISÃO DO PARÁ DEPENDERÁ AINDA DE UMA LEI COMPLEMENTAR.

DE ACORDO COM O PROJETO, O PARÁ FICARIA COM 17% DO TERRITÓRIO E 56% DO PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB), OU R$ 32,5 BILHÕES. TAPAJÓS, NA REGIÃO OESTE, TERIA COMO CAPITAL SANTARÉM, 58% DO TERRITÓRIO E 11% DO PIB (R$ 6,4 BILHÕES). CARAJÁS, AO SUL, CUJA CAPITAL SERIA MARABÁ, CONTARIA COM 25% DO TERRITÓRIO E 33% DO PIB (R$ 19,6 BILHÕES).

A CAMPANHA COMEÇOU EM 13 DE SETEMBRO. OS SEPARATISTAS ARGUMENTAM QUE O TERRITÓRIO É MUITO GRANDE E DIFICULTA A ADMINISTRAÇÃO E O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO INTERIOR. O PARÁ É O SEGUNDO MAIOR ESTADO BRASILEIRO. JÁ OS OPOSITORES ALEGAM QUE HAVERÁ PIORA NOS INDICADORES SOCIAIS E APONTAM INTERESSES POLÍTICOS E DE EMPRESÁRIOS DOS SETORES DA PECUÁRIA E MINERAÇÃO.

O BRASIL POSSUI 27 UNIDADES FEDERATIVAS, SENDO 26 ESTADOS E O DISTRITO FEDERAL. TRAMITAM NO CONGRESSO PROJETOS DE LEI PARA A INSTITUIÇÃO DE MAIS 16 ESTADOS. 


CASO TODOS OS PROJETOS SEJAM APROVADOS, O NOVO MAPA DO BRASIL FICARÁ ASSIM:


 

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Floresta Amazônica é responsável por 44% das chuvas no Brasil, mostra pesquisa

Rios voadores garantem chuva no Brasil


CUIABÁ - As árvores da Floresta Amazônica são responsáveis por boa parte das chuvas em território brasileiro. Nas contas do ambientalista Gerard Moss, que atua no projeto "Rios Voadores", elas garantem 44% das chuvas de todo Brasil. A base do projeto é a cidade de Cuiabá. Por sua posição geográfica, ela é ideal para o monitoramento da umidade que desce da Floresta Amazônica.
As gotículas de árvores evaporadas acabam se deslocando por milhares de quilômetros. Por isso são chamados de rios voadores.
Em uma gota d'água são várias informações sobre o clima brasileiro. A bordo de um monomotor, Moss percorre o Brasil estudanto as correntes de ar. São elas que carregam a umidade da Floresta Amazônica.
A aeronave contém equipamentos que conseguem sugar pequenas partículas de água. Coletadas, elas passam por uma série de análises. Temperatura e umidade contam muito para essa captação. Só assim é possível descobrir a origem da chuva.
A coleta é feita uma vez ao mês. Os pesquisadores ficam de olho nas condições do tempo.
- A gente aproveita muito das condições ideias para o fenômeno Rios Voadores quando a corrente vem da Amazônia e passa por Cuiabá. A gente vai seguindo nesse rio voador - diz o pesquisador.
São essas coletas que já revelaram dados importantes. Por exemplo, a maior parte da água vem das árvores. Cada uma delas seria capaz de eliminar para a atmosfera mil litros por dia. A coleta de dados ainda não terminou, mas o pesquisador acredita que os rios voadores possam ter o maior volume de águas do mundo.
- O bem-estar das pessoas depende do que acontece na Amazônia. O desmatamento e as mudanças climáticas podem alterar esse equilíbrio que existe entre as chuvas e a umidade - diz Moss.

Fonte: oglobo.com