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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Guerra Fria - Estratégias / Guerra Coréia / Vietnã ...

- CONCEITO - tensões políticas entre Estados Unidos e União Soviética por causa da disputa por áreas de influência em diversos continentes.

- ESTRATÉGIAS

Estados Unidos:
  • Plano Marshall (1947)
Objetivo: recuperar a economia da Europa capitalista, reforçar os vínculos com os Estados Unidos e impedir o avanço do socialismo.
  • Otan (1949)
Objetivo: combater a expansão soviética.


União Soviética:

  • COMECON (1949)
Objetivo: fortalecer os laços econômicos entre os países socialistas.
  • Pacto de Varsóvia (1955)
Objetivo: garantir a defesa dos países socialistas.


- FORMAÇÃO DE BLOCOS
  • Bloco capitalista: compreendia países da Europa Ocidental, da América (com exceção de Cuba), numerosos países da África, da Ásia e da Oceania.
  • Bloco socialista: reunia países da Europa Oriental, alguns países da África e da Ásia, além de Cuba.

- CORRIDA ARMAMENTISTA: O EQUILÍBRIO PELO TERROR
  • Os Estados Unidos produziram a 1ª bomba atômica em 1945
  • A União Soviética produziu a 1ª em 1949.


- CORRIDA ESPACIAL
  • Em 1957 a União Soviética lançou o 1º satélite artificial: o Sputnik
  • Em 1961 a União Soviética lançou a 1º nave espacial tripulada: o Vostok I. Yuri Gagarin fez o 1º vôo orbital.
  • Em 1969 os Estados Unidos lançaram a nave Apolo 11. Neil Armstrong foi o primeiro homem a pisar na Lua.

- CONFRONTOS INDIRETOS


GUERRA DA CORÉIA (1950-1953)

No final da Segunda Guerra a Coréia foi dividida, tomando como base o paralelo 38º, em Coréia do Norte e Coréia do Sul. Essa divisão seria mantida até a realização de eleições, que unificariam novamente o país. A Coréia do Sul (capitalista) não queria realizar eleições e foi invadida pela Coréia do Norte (socialista) que queria a unificação em 1950. Teve início a Guerra da Coréia. Os Estados Unidos intervieram para libertar o território sul-coreano. A Coréia do Norte teve ajuda militar da China e da União Soviética. Em 1953, foi estabelecido uma acordo de paz e as fronteiras foram restabelecidas pelo paralelo de 38º.


GUERRA DO VIETNÃ (1960-1975)

O Vietnã conseguiu independência da França em 1954. O Vietnã foi dividido em Vietnã do Norte e Vietnã do Sul até a realização de eleições tendo em vista a unificação. O Vietnã do Sul não permitiu a realização das eleições. Em 1960 foi criada no Vietnã do a Frente de Libertação Nacional que deflagrou a guerra pela unificação. Os Estados Unidos ajudaram o Vietnã do Sul. A União Soviética apoiaram o Vietnã do Norte. Após pressão da opinião pública internacional os Estados Unidos retiraram suas tropas. A guerra desenvolveu-se por mais algum tempo até a rendição do Vietnã do Sul em 1975. Os líderes da Frente de Libertação Nacional unificaram o país dentro do regime socialista. A Guerra do Vietnã foi uma das mais humilhantes derrotas dos Estados Unidos e contribuiu para ampliar a área de influência do socialismo.

CRISE DOS MÍSSEIS CUBANOS (1962)

Após a Revolução Cubana. Fidel Castro procurou manter uma postura neutra em relação à Guerra Fria. Essa neutralidade provocou a desconfiança dos norte-americanos. Os Estados Unidos incentivaram uma contra-revolução, mas Fidel Castro saiu vitorioso. Diante da ameaça norte-americana, aderiu ao bloco socialista. Em 1962, Cuba aceitou instalar no seu território mísseis soviéticos. Estados Unidos e União Soviética após longas negociações firmaram um pacto: os soviéticos retiraram os mísseis de Cuba e os norte-americanos comprometeram-se a respeitar a soberania desse país. Após a crise dos mísseis cubanos os Estados Unidos criaram a “Aliança para o Progresso”, que previa a concessão de empréstimos dos Estados Unidos para os países latino-americanos. O objetivo era impedir o crescimento de movimentos oposicionistas e garantir a sua hegemonia.


- FIM DA GUERRA FRIA
  • Abertura política e econômica da União Soviética;
  • (Glasnost=transparência/ Perestroika=reestruturação);
  • Abertura política e econômica dos países do Leste Europeu;
  • Queda do Muro de Berlim;
  • Fim da União Soviética.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Evite os principais erros em Geografia na hora do Vestibular

Nas provas divididas tradicionalmente em disciplinas ou naquelas que apresentam conteúdos interdisciplinares, a Geografia trata de uma infinidade de assuntos, do tipo de relevo da sua região aos planetas do Sistema Solar, passando por aspectos políticos e econômicos nacionais e internacionais.

"Os temas que possivelmente estarão presentes podem estar distribuídos e embutidos em outras ciências, como conhecimentos gerais. Vale ressaltar que a Geografia fala da realidade e como podemos encarar os fatos ocorridos em determinado momento", diz o professor Claudio Terezo, autor do autor do livro Novo Dicionário de Geografia.


Ao aprender e memorizar tantos conteúdos, os candidatos devem prestar atenção aos mínimos detalhes, sob pena de cometerem deslizes durante as provas que podem comprometer sua aprovação. "As 'pegadinhas', quando ocorrem, não são uma forma direta para prejudicar o estudante, mas para valorizar o aluno que relaciona, compreende os fatos e, principalmente, se mantém concentrado", avalia Terezo.
Confira alguns erros frequentes apontadas pelo professor e que podem ser evitados no vestibular:
 
- Idade da Terra: de acordo com Terezo, uma das confusões mais comuns entre os vestibulandos é sobre a idade da Terra. Estima-se que planeta tenha surgido há 4,5 bilhões de anos, enquanto o Universo teria entre 9 e 15 bilhões, ensina o professor. Esse assunto costuma aparecer em meio a teorias sobre a origem do planeta e sua formação.
 
- Tempo x clima: é comum também trocar as definições de tempo e clima. "Tempo é o estado momentâneo do ar, num determinado lugar da Terra. Caracteriza o tempo atmosférico desse lugar", diz Terezo. Enquanto clima pode ser: "1. Conjunto de estados do tempo meteorológico que caracteriza uma determinada região durante um grande período de tempo, incluindo o comportamento habitual e as flutuações, resultante das complexas relações entre a atmosfera, geosfera, hidrosfera, criosfera e biosfera. 2. Conjunto de fenômenos meteorológicos (chuvas, temperatura, pressão atmosférica, umidade e ventos) que caracterizam o estado médio da atmosfera num determinado ponto da superfície terrestre. 3. Sucessão habitual dos tipos de tempo, cujos elementos são a temperatura, a pressão e a umidade atmosférica (diferenciando os climas planetariamente)", detalha o professor. Ele ressalta ainda que os fatores do clima altitude, latitude, proximidade do mar, correntes marítimas (diferenças regionais dos climas).
 
- Fenômenos naturais: quando se trata de fenômenos da natureza, há quem confunda os problemas com a interferência humana no planeta (ação antrópica), como os envolvendo mudanças climáticas e o tão falado aquecimento global, e os fenômenos que independem da ação humana, como terremotos e vulcões.
 
- Fusos horários: não precisa viajar para ser afetado pelos fusos horários. As mudanças nos relógio de acordo com a posição no planeta fazem parte das questões mais problemáticas para muitos vestibulandos. Segundo Terezo, os problemas aumentam principalmente quando a questão traz informações em mapas. "Fique atento a todas as informações, como cores, legenda e escala do mapa", sugere o professor

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Região Sul

Estados que compõem a Região Sul
Composta pelos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, a Região Sul do Brasil possui extensão territorial de 576.409,6 quilômetros quadrados, sendo a menor do país. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população total dessa Região é de 27.386.891 habitantes, cuja densidade demográfica é de 47,5 habitantes por quilômetro quadrado. Esses números fazem do Sul a terceira Região mais populosa (população total) e a segunda mais povoada do Brasil (relação população/área).

A diversidade étnica dessa região é muito grande. Esse território era ocupado por índios, e os fluxos migratórios de europeus se iniciaram no fim do século XIX (espanhóis, portugueses, poloneses, italianos, alemães, entre outros), além dos negros trazidos para o trabalho escravo, formando, portanto, uma população com significativa diversidade étnica. Posteriormente, os estados sulistas receberem migrantes do Paraguai, Japão e de outras unidades federativas do Brasil.

O clima foi um dos fatores que influenciou na instalação de europeus na Região Sul. O clima predominante é o temperado, responsável pelas temperaturas mais baixas registradas no Brasil durante o inverno. A única exceção é o norte do Paraná, onde se faz presente o clima tropical. A vegetação, por sua vez, sofre influência direta da temperatura, variando conforme cada região: nos locais mais frios predominam as matas de araucária e nos pampas, os campos de gramíneas.

No aspecto econômico, os estados da Região Sul contribuem com 16,1% para a formação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Sua economia tem no setor de serviços a principal atividade, responsável pela maior parte das riquezas dos estados sulistas. A indústria baseia-se nos seguimentos metalúrgico, automobilístico e têxtil.

A agricultura é outro elemento de grande destaque na economia da Região Sul. Os estados dessa Região são responsáveis por quase metade de toda a produção brasileira de grãos, com destaque para o Rio Grande do Sul. Entre os principais produtos agrícolas estão: soja, milho, arroz, feijão, trigo, tabaco, alho e cebola.
O Paraná é o estado brasileiro que possui a maior criação de suínos. O rebanho bovino do Sul corresponde a, aproximadamente, 18% do rebanho nacional.

Com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,830, a Região Sul apresenta os melhores indicadores sociais do país. A taxa de mortalidade infantil, 15,1 a cada mil nascidos vivos, é a menor do país. A taxa de analfabetismo (5,5%) também é a menor entre as Regiões brasileiras; os serviços de saneamento ambiental são proporcionados à maioria das residências. Todos esses aspectos refletem na alta expectativa de vida dos sulistas: 75 anos, a média nacional é de 73 anos.

Dados dos estados sulistas:

Paraná:
Capital: Curitiba
Área: 199.316,694 km²
População: 10.444.526 habitantes
População Urbana: 85,3%
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) – 0,820.

Santa Catarina:
Capital: Florianópolis
Área: 95.703,487 km²
População: 6.248.436 habitantes
População Urbana: 84%
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 0,840.

Rio Grande do Sul:
Capital: Porto Alegre
Área: 268.781,896 km²
População: 10.693.929 habitantes
População Urbana: 85%
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 0,832.

Região Sudeste

Os estados e capitais da Região Sudeste
Formada pelos estados de Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro, a Região Sudeste possui extensão territorial de 924.511,3 quilômetros quadrados, ocupando 10,9% do território nacional.

Essa Região brasileira está localizada na porção mais elevada do planalto Atlântico, onde estão as serras da Mantiqueira, do Mar e do Espinhaço. O cultivo de café, além da expansão das atividades agropecuárias, são os principais responsáveis pela destruição da vegetação nativa. O Sudeste apresenta uma grande variedade de biomas, entre os principais estão: Mata Atlântica, Cerrado, Campos, Mata de Araucária e Caatinga.
O clima também varia conforme cada localidade: tropical, tropical de altitude, subtropical e litorâneo úmido.

O Sudeste é a Região mais populosa do Brasil, conforme contagem populacional realizada em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), totaliza 80.364.410 habitantes. Esse número corresponde a 42,2% da população total do país. O Sudeste também é o mais povoado, sua densidade demográfica é de 87 habitantes por quilômetro quadrado. Aproximadamente 93% da população dessa Região reside em áreas urbanas.

No âmbito econômico, os estados da Região Sudeste são os principais responsáveis pela geração de riquezas econômicas do país. Contribui com 56,4% para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, o estado de São Paulo se destaca, pois o seu PIB é responsável por 33,9% do valor total do país.

Nessa Região estão localizadas as maiores montadoras e siderúrgicas do país, abriga o maior parque industrial, áreas de atividades agrícolas modernas, bancos, mercados de capitais, universidades, e possui as duas metrópoles nacionais, consideradas cidades globais (São Paulo e Rio de Janeiro).
Apesar de todos esses destaques positivos no setor econômico, o Sudeste apresenta vários problemas sociais, como o desemprego, moradias em lugares inadequados, elevados índices de violência, degradação ambiental, entre outros.


Aspectos dos estados do Sudeste:

Espírito Santo:
Capital: Vitória.
Extensão territorial: 46.098,571 km².
População: 3.514.952 habitantes.
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 0,802.

Minas Gerais:
Capital: Belo Horizonte.
Extensão territorial: 586.520,368 km².
População: 19.597.330 habitantes.
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 0,800.

Rio de Janeiro:
Capital: Rio de Janeiro.
Extensão territorial: 586.520,368 km².
População: 15.989.929 habitantes.
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 0,832.

São Paulo:
Capital: São Paulo.
Extensão territorial: 586.520,368 km².
População: 41.262.199 habitantes.
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 0,833.

Região Nordeste

Estados e capitais da Região Nordeste
Formada pelos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, a Região Nordeste possui extensão territorial de 1.554.257,0 quilômetros quadrados, sendo a terceira maior Região do país, correspondendo a 18,2% do território nacional. Essa Região apresenta elementos físicos e socioeconômicos diversificados ao longo da sua área, fato que proporcionou a criação das sub-regiões do Nordeste, que é composta por: Meio-Norte, Zona da Mata, Agreste e Sertão.

O Nordeste é a segunda Região mais populosa do Brasil; conforme contagem populacional realizada em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sua população totaliza 53.081.950 habitantes, correspondendo a 28% da população brasileira, menor apenas que a população do Sudeste (80.364.410 habitantes). Sua densidade demográfica é de 34,1 habitantes por quilômetro quadrado; o crescimento demográfico é de 1,1% ao ano.

A participação nordestina no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil é de 13,1%. Sua economia vem apresentando desenvolvimento e tem, graças a políticas de incentivos fiscais, apresentado significativo processo de industrialização.

A exploração de petróleo nessa Região é outro fator essencial para a economia local. O Nordeste se destaca no cenário nacional por ser o segundo maior produtor de petróleo do país, além de ser o maior produtor brasileiro de petróleo em terra.

A agropecuária nordestina é extremamente prejudicada pela irregularidade das chuvas. A cana-de-açúcar é o principal produto cultivado na Região, no entanto, as lavouras irrigadas de frutas tropicais têm se destacado e recebido investimentos para sua expansão.

As belezas naturais e históricas da Região Nordeste atraem milhões de turistas, as cidades que recebem mais visitantes são: Salvador (BA), Fortaleza (CE), Recife (PE), Natal (RN), João Pessoa (PB) e Maceió (AL).

O Nordeste brasileiro é a Região que possui o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país: 0,608. Com média de 33,2 óbitos a cada mil crianças nascidas vivas, sua taxa de mortalidade infantil é a maior do país. Outro grande problema social nessa Região refere-se ao saneamento ambiental – aproximadamente 55% das residências não possuem esse serviço. A realização de políticas públicas eficazes no Nordeste é necessária para proporcionar condições dignas de moradia, saúde, educação, emprego, entre outros fatores elementares, reduzindo a disparidade social no território nacional.

Dados dos estados do Nordeste:

Alagoas:
Extensão territorial: 27.779,343 km².
População: 3.120.494 habitantes.
Capital: Maceió.

Bahia:
Extensão territorial: 564.830,859 km².
População: 14.016.906 habitantes.
Capital: Salvador.

Ceará:
Extensão territorial: 148.920,538 km².
População: 8.452.381 habitantes.
Capital: Fortaleza

Maranhão:
Extensão territorial: 331.935,507 km².
População: 6.574.789 habitantes.
Capital: São Luis

Paraíba:
Extensão territorial: 56.469,466 km².
População:  3.766.528 habitantes.
Capital: João Pessoa

Pernambuco:
Extensão territorial: 98.146,315 km².
População: 8.796.448 habitantes.
Capital: Recife

Piauí:
Extensão territorial: 251.576,644 km².
População: 3.118.360 habitantes.
Capital: Teresina

Rio Grande do Norte:
Extenso territorial: 52.810,699 km².
População: 3.168.027 habitantes.
Capital: Natal

Sergipe:
Extensão territorial: 21.918,354 km².
População: 2.068.017 habitantes.
Capital: Aracaju

Região Norte

Estados da região Norte
A Região Norte do Brasil é composta pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Ela está localizada entre o maciço das Guianas (ao norte), o Planalto Central (ao sul) a Cordilheira dos Andes (a oeste), e o Oceano Atlântico (a noroeste). Com extensão territorial de 3.853.322,2 quilômetros quadrados, é a maior Região do território brasileiro, correspondendo a 45% da área total do país.

Quanto aos aspectos físicos, o Norte possui as seguintes características: o clima predominante é o equatorial, apresentando temperaturas elevadas e altos índices pluviométricos e de umidade, a vegetação é abundante, composta pela floresta Amazônica e a hidrografia é representada pelos grandes rios das bacias hidrográficas: Amazônica e do Tocantins.

Conforme contagem populacional realizada em 2010, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população total é de 15.864.454 habitantes, dos quais 73,5% residem em áreas urbanas. O Norte é a Região menos povoada do território nacional, visto que a sua densidade demográfica é a menor: 4,1 habitantes por quilômetro quadrado. O crescimento demográfico é de 2,1% ao ano, considerada a maior média do Brasil.

Sua população apresenta grande heterogeneidade, pois aproximadamente 228 mil índios de diversas etnias vivem nessa região. Nos estados do Pará, Amazonas e Tocantins é significativo o número de imigrantes oriundos do Nordeste, principalmente do Ceará e do Maranhão. No Acre e em Rondônia, há grande concentração de imigrantes paranaenses e gaúchos.

As manifestações culturais têm grande influência dos indígenas, assim como as festas de cunho religioso. O Círio de Nazaré realizado em Belém, capital do Pará, é uma das festas populares de maior destaque. O Festival de Parintins, a mais conhecida festa do Boi-Bumbá, é realizado em junho, no Amazonas.

A atividade econômica baseia-se principalmente no extrativismo de produtos, como, o látex, açaí, madeira e castanha. A Região é também rica em minérios, representada pela Serra dos Carajás (PA), de onde se extrai grande parte do minério de ferro brasileiro, e a Serra do Navio (AP), rica em manganês.

O setor industrial concentra-se, principalmente, na Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA), a qual se expandiu em virtude de uma série de políticas de incentivo fiscal no objetivo de desenvolver e fortalecer economicamente a região.
Outro destaque é o Polo Industrial de Manaus, que possui mais de 500 indústrias voltadas para os seguintes setores: eletroeletrônico, químico, informática, fabricação de motos, bicicletas e refrigerantes.
A participação da Região Norte junto ao Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil é de apenas 5%, sendo a menor contribuição em se tratando das demais regiões.

No que tange aos aspectos negativos, os estados do Norte apresentam alguns problemas sociais, tais como, insuficiência de saneamento ambiental, analfabetismo (atingindo 10% da população) e mortalidade infantil (23,5 a cada mil nascidos vivos).

Região Centro-Oeste

O segundo maior complexo regional do Brasil
Formado pelos estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além do Distrito Federal, o Centro-Oeste é uma das cinco Regiões do Brasil. Sua extensão territorial é de 1.604.850 quilômetros quadrados, correspondendo a 18,8% da área brasileira, sendo a segunda maior Região do país.

O relevo do Centro-Oeste caracteriza-se por terrenos antigos (do período pré-cambriano e paleozoico) e aplainados pela erosão, processo que proporcionou o surgimento dos chapadões na região. O clima é tropical semiúmido e úmido, as chuvas ocorrem na estação de verão. A vegetação predominante é o cerrado. Mato Grosso e Mato Grosso do Sul possuem, além do cerrado, o pantanal como bioma.

Conforme contagem populacional realizada em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população total do Centro-Oeste é de 14.058.094, o que corresponde a apenas 7,25% da população total do Brasil. Essa é a Região brasileira menos populosa. A densidade demográfica é de 8,7 habitantes por quilômetro quadrado; o crescimento demográfico é de 1,9% ao ano. A maioria da população reside em áreas urbanas - 88,8%, apenas 11,2% moram na zona rural. Ao todo, o Centro-Oeste possui 446 municípios.

A primeira atividade econômica de destaque no Centro-Oeste foi o garimpo de ouro e diamantes, no entanto, ele foi gradativamente sendo substituído pela pecuária e pela agricultura.

Atualmente, com cerca de 70 milhões de cabeças de gado, o rebanho bovino do Centro-Oeste é o maior do país. Na agricultura, destaca-se o cultivo de algodão, cana-de-açúcar, milho, sorgo e, principalmente, a soja, cuja produção é responsável por mais da metade da plantação nacional.

O turismo no Centro-Oeste é proporcionado em razão de suas belezas naturais. Os principais destinos são o Pantanal, Chapada dos Guimarães, Chapada dos Veadeiros, Parque Nacional das Emas, Bonito, Caldas Novas, Pirenópolis, Cidade de Goiás, além de Brasília.
A participação do Centro-Oeste no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro é de 8,9%.

Dados dos Estados do Centro-Oeste:

Goiás
Extensão territorial: 340.103,467 km².
Capital: Goiânia.
Número de municípios: 246.
População: 6.003.788 habitantes.
Participação no PIB regional: 27,6%.

Mato Grosso
Extensão territorial: 903.329,700 km².
Capital: Cuiabá.
Número de municípios: 141.
População: 3.035.122 habitantes.
Participação no PIB regional: 18,1%.

Mato Grosso do Sul
Extensão territorial: 357.145,836 km².
Capital: Campo Grande.
Número de municípios: 78.
População: 2.449.024 habitantes.
Participação no PIB regional: 11,9%.

Distrito Federal
Extensão territorial: 5.787,784 km².
Capital: Brasília.
População: 2.570.160 habitantes.
Participação no PIB regional: 42,4%.

Regiões do Brasil

Órgão responsável pela regionalização do Brasil
Com extensão territorial de 8.514.876,60 quilômetros quarados, o Brasil é o quinto maior país do mundo. Essa grande área está fragmentada em cinco Regiões, estabelecidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O critério utilizado para a regionalização do país é agrupar em uma mesma Região os estados que apresentam semelhanças físicas, humanas, culturais e econômicas, facilitando, assim, o desenvolvimento de políticas públicas nas áreas de saúde, educação, meio ambiente, infraestrutura, etc.
Após várias divisões regionais do território brasileiro, a atual está em vigor desde 1970. No entanto, em 1988, outra alteração ocorreu, pois o norte do estado de Goiás se tornou Tocantins, que passou a integrar a Região Norte. Sendo assim, as cinco Regiões do país e seus respectivos estados são:
Regionalização do Brasil

Região Centro-Oeste:
Área: 1.606.371,5 km².
Estados: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, além do Distrito Federal.
População: 14.058.094 habitantes.
Região Nordeste:
Área: 1.554.257,0 km².
Estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Piauí, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.
População: 53.081.950 habitantes.
Região Norte:
Área: 3.853.327,2 km².
Estados: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.
População: 15.864.454 habitantes.
Região Sudeste:
Área: 924.511,3 km².
Estados: Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
População: 80.364.410 habitantes.
Região Sul:
Área: 576.409,6 km².
Estados: Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
População: 27.386.891 habitantes.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Metrópoles, megalópoles

As cidades podem ser classificadas quanto à origem. Nesses termos, encontram-se duas categorias:


  • cidades espontâneas ou naturais: constituem a maioria das cidades do planeta e foram formadas, através dos tempos, em locais que apresentavam algum tipo de vantagem para seu primitivo grupo populacional.



  • É o caso de cidades que se localizam às margens de mares e de rios, que proporcionam alimentação e facilidade de transporte, por exemplo. Mas é também o caso de cidades que surgiram em torno de castelos, nos entroncamentos de estradas ou em rotas comerciais, que ofereciam respectivamente garantia de segurança, facilidade de deslocamento ou oportunidade de negócios.

    Alguns exemplos: Londres (Reino Unido), Moscou (Rússia), Paris (França), Rio de Janeiro e São Paulo (Brasil).


  • cidades planejadas: aquelas que são intencionalmente criadas em locais previamente escolhidos, implantadas em períodos temporais relativamente breves, com finalidade de caráter geopolítico.

    Em geral, as cidades planejadas têm seu planejamento rapidamente atropelado pelo crescimento populacional, o que faz o traçado original sucumbir diante da espontaneidade com que a população se espalha pelo seu entorno ou por seu interior.

    O exemplo máximo que se poderia dar do fenômeno, em termos brasileiros, é Brasília, planejada para acolher 500 mil habitantes, mas já teve esse número multiplicado por quatro, de acordo com o censo de 2000.

    Outros exemplos: Camberra (Austrália), Islamabad (Paquistão), Belo Horizonte e Goiânia (Brasil).

    Função principal

    Este é um outro critério de classificação das cidades que leva em conta fatores de ordem política, econômica, histórica ou cultural. É essencial atentar para o adjetivo "principal", pois as cidades não apresentam uma função única, porém uma que predomina sobre as demais. Por sua função principal, podem-se distinguir as cidades a partir das seguintes categorias:




  • Político-administrativas: Washington (EUA), Berlim (Alemanha), Brasília (Brasil);



  • Industriais: Detroit (EUA), Manchester (Reino Unido), Volta Redonda (Brasil);



  • Portuárias: Roterdã (Holanda), Hamburgo (Alemanha), Santos (Brasil);



  • Religiosas: Jerusalém (Israel); Varanasi (Índia), Aparecida (Brasil);



  • Históricas: Atenas (Grécia), Florença (Itália), Ouro Preto (Brasil)



  • Tecnológicas: Boston (EUA), Bangalore (Índia), Campinas (Brasil)



  • Turísticas: Miami (EUA), Katmandu (Nepal), Salvador (Brasil)

    No entanto, é muito importante observar que são várias as cidades multifuncionais onde vários das funções acima mencionadas podem ser observadas simultaneamente e é impossível se dizer que uma predomina sobre a outra.

    Tome-se como exemplo o caso de Jerusalém, capital de Israel e, portanto, sua sede político-administrativa. Jerusalém é ainda, inquestionavelmente, uma cidade em que os aspectos religiosos, históricos e turísticos merecem destaque.

    Do mesmo modo, o Rio de Janeiro, no Brasil, que já foi a capital federal, continua sendo a sede político-administrativa do Estado do Rio de Janeiro, é um pólo turístico internacional, concentra indústrias e conserva sítios históricos de importância ímpar.

    Conurbação, metrópoles e megalópoles

    No estudo das cidades, deve-se levar em consideração dois fenômenos que permitem estabelecer outras possibilidades de classificação. Em primeiro lugar, deve-se saber que a expansão horizontal de um sítio urbano (a área efetivamente ocupada pela cidade) pode fazer com que ele se junte e misture a outro sítio urbano, de modo que seus limites geográficos mal podem ser distinguidos.

    A esse fenômeno dá-se o nome de conurbação e é ele quem gera as metrópoles, ou seja, a união de várias cidades que funcionam, na prática, como uma única cidade. Diversas capitais brasileiras já passaram pelo fenômeno e constituem regiões metropolitanas, embora a metrópole brasileira por excelência seja a Grande São Paulo, cujo núcleo é formado por São Paulo/Capital e o ABCD (Santo André, São Bernardo, São Caetano e Diadema), embora conte, em seu total, com 39 cidades.

    Nos países desenvolvidos, as regiões metropolitanas podem estar de tal forma interligadas e existir entre elas tamanha circulação de pessoas, serviços, mercadorias, capital e informações que se formam as megalópoles. Nos Estados Unidos, por exemplo, considera-se uma megalópole Bos-Wash, a região que se estende de Boston a Washington, incluindo grandes metrópoles como Nova York, Newark, Filadelfia e Baltimore.

    Redes urbanas

    Considerando-se que as cidades não estão isoladas, mas obrigatoriamente estabelecem relações com outras, pode-se porceder uma nova classificação e uma hierarquia entre diversos centros urbanos. Para isso, leva-se em conta, sobretudo, a importância e a influência econômica que uma cidade exerce em sua relação com as outras.

    Assim, pode-se falar em metrópoles nacionais, como São Paulo e o Rio de Janeiro; metrópoles regionais, como Recife e Porto Alegre; em centros regionais, como Ribeirão Preto, no norte de São Paulo, ou Vitória da Conquista, no sul da Bahia; ou em cidades locais, que constituem a grande maioria das cidades de qualquer país.

    Uma última distinção pode ser estabelecida no que se refere às metropoles. Elas podem se caracterizar como:




  • Cidades globais: aquelas em que se concentra a movimentação financeira, onde se situam as sedes de grandes empresas ou escritórios filiais de multinacionais, importantes universidades e centros de pesquisa. Elas dispõem da infra-estrutura necessária para a realização de negócios nacionais e internacionais, como aeroportos e/ou portos, bolsas de valores e avançados sistemas de telecomunicações, além de uma ampla rede de hotéis, bancos, centros de convenções, de eventos e de comércio.




  • Megacidades: são cidades com mais de 10 milhões de habitantes.

    Sendo o conceito de megacidade meramente populacional, ele pode se mesclar ao de cidade global. Nova York (EUA), Tóquio (Japão) e São Paulo (Brasil) são simultaneamente cidades globais e megacidades. A Europa apresenta diversas cidades globais que, entretanto, não são megacidades: Londres (Reino Unido), Paris (França), Milão (Itália), Frankfurt (Alemanha). A Ásia concentra diversas megacidades que, contudo, não são cidades globais: Pequim (China), Nova Délhi, Calcutá e Mumbai (Índia), Karachi (Paquistão). Na África, Lagos (Nigéria) é uma megacidade.

  • Migrações

    O deslocamento de parcelas da população de um para outro ponto do Brasil foi uma constante desde o período colonial. Habitantes das zonas rurais dirigindo-se para as cidades, trabalhadores transferindo-se provisoriamente de um local para outro local, em busca de trabalho temporário, e famílias inteiras retirando-se da Região Nordeste para fugir das secas são os aspectos mais comuns de migrações internas no Brasil.

    A industrialização da Região Sudeste foi um poderoso atrativo para os habitantes do Nordeste, periodicamente assolado pelas secas. Quando o fluxo imigratório europeu diminuiu em razão da guerra de 1914-1918, acentuou-se o números de migrantes nordestinos que se dirigiram para o sudeste, principalmente para São Paulo. Os problemas econômicos que deram origem a esse tipo de migração interna, bem como os problemas sociais dele resultantes, não se limitaram à Primeira República; pelo contrário, estendem-se até hoje.


    A imigração brasileira foi intensa durante a República Velha. A abolição da escravatura, ocorrida pouco antes da proclamação do regime republicano, favoreceu a vinda de estrangeiros. Só em 1891 vieram para o Brasil mais de 200.000 imigrantes.


    No governo de Epitácio Pessoa, foram adotadas certas medidas restritivas à imigração, com o objetivo de selecionar melhor os imigrantes. A partir de 1930, as medidas restritivas acentuaram-se, em razão do índice de desemprego causado pela crise de 1929. Isso fez diminuir consideravelmente a vinda de estrangeiros para o Brasil.

    quarta-feira, 29 de junho de 2011

    Placas Tectônicas

    Para Wegener, o Pangéia estava situado próximo do pólo Sul da Terra. A partir do Jurássico (era Mesozóica), havia duas massas continentais: Laurásia (América do Norte, Europa e Ásia) e Gondwana (África, América do Sul, Austrália e Índia). Esses continentes começaram a se afastar para Oeste e na direção do Equador. Há 65 milhões de anos, a América do Sul iniciou a separação da África. A seguir, a América do Norte separou-se da Europa. Com esses movimentos, o oceano Atlântico surgiu.

    No outro extremo, a Índia deslocava-se rumo à Ásia, enquanto que a Austrália e a Antártida permaneciam unidas. No Terciário, ocorreu o rearranjo final dos continentes. As Américas foram unidas, a Índia colidiu com o sul da Ásia, a Antártida e a Austrália separaram-se indo atingir a posição em que estão atualmente. Por muito tempo Wegener foi desprezado, pois não havia conseguido explicar de maneira convincente o mecanismo de separação dos continentes.

    A TEORIA DA TECTÔNICA DE PLACAS

    Trata-se de uma teoria recente, mas sua formulação baseia-se em mais de 100 anos de especulações, pesquisas geológicas e debates. Estudos mais modernos que partem do campo da Geofísica, Paleoclimatologia, Geologia Marinha e Paleontologia, entre outras, constituem as bases do modelo admitido da tectônica de placas. Ela procura demonstrar que a superfície semi-rígida da crosta sofre movimentos sobre uma porção inferior, quente e fluida, denominada astenosfera. Como conseqüência desses movimentos, as rochas superficiais sofrem deformações, produzindo estruturas características, conhecidas como produtos do tectonismo. Assim, com a sondagem acústica, pôde-se fazer um reconhecimento do fundo oceânico. Descobriram-se as dorsais marinhas e chegou-se à conclusão de que as áreas de vulcanismo e de terremotos coincidem com as dorsais oceânicas que acompanham as grandes cadeias montanhosas nos continentes. Grandes falhas geológicas sugerem que a crosta terrestre esteja dividida em grandes placas. Descobriu-se, também, assoalho novo no fundo dos oceanos, formado pelo magma que jorra na zona de contato entre as placas tectônicas.

    Esse movimento conhecido como expansão do fundo marinho ou do assoalho oceânico foi recentemente comprovado por satélites e calculado em cerca de dois centímetros por ano. A partir da Teoria da Tectônica de Placas, ficou fácil entender vários fenômenos. "As forças do interior da Terra fazem que as placas se desloquem, provocando várias deformações e fenômenos em seus limites externos, como o surgimento de falhas, dobramentos, terremotos e erupções vulcânicas. As áreas geologicamente instáveis da crosta terrestre (Andes, Rochosas, Himalaia, etc.) nada mais são do que o resultado de tais colisões e secionamentos das placas. Nesses choques, muitos sedimentos foram incorporados aos continentes." (Coelho, Marcos A.; Terra, Lygia. Geografia Geral. O espaço natural e socioeconômico. Moderna, 2001. p. 80.)

    Classificação dos Minerais

    Os tipos de rochas, a deriva continental e a tectônica de placas

    MINERAL

    "São elementos ou compostos encontrados naturalmente na crosta terrestre. São inorgânicos [...] com composição química definida" (Popp, José H. Geologia Geral, p. 15.).

    CLASSIFICAÇÃO DOS MINERAIS

    Metálicos

    a) Abundantes (ferro, manganês, alumínio, etc.)

    b) Escassos (ouro, prata, chumbo, zinco, etc.)

    Não-metálicos

    a) De usos químicos, fertilizantes e especiais (fosfatos, nitratos, enxofre, cloreto de sódio, etc.)

    b) Materiais de construção (cimento, areia, cascalho, gesso, amianto, etc.)

    c) Água (lagos, rios, lençóis subterrâneos, etc.)

    Fonte: Skinner, Brian J. Recursos minerais da Terra. Edgar Blücher, p.8. 1970.

    ROCHAS

    As rochas são agregados naturais de minerais de um só tipo ou de diversos tipos.

    Podemos encontrar na natureza três tipos de rochas.

    TIPOS 

    Magmáticas: formadas pela solidificação do magma pastoso, podendo ser:

    a) Intrusivas ou plutônicas: formadas pelo lento resfriamento do magma. Ex: granito, sienito, diorito, etc.

    b) Extrusivas ou vulcânicas: formadas pelo rápido resfriamento do magma no exterior da crosta. Ex: basalto, diabásio, andesito, etc.

    Sedimentares: formadas por sedimentos clásticos ou detríticos e por precipitados químicos e orgânicos. Podem ser:

    a) Detríticas: arenito, tilitos, etc.

    b) Químicas: estalactite, dolomitos, etc.

    c) Orgânicas: carvão mineral.

    Metamórficas: formadas a partir das transformações sofridas pelas rochas magmáticas e sedimentares em razão do calor e de pressões do interior da crosta ou no movimento das placas tectônicas. Ex: ardósia, filitos, xistos, gnaisses, quartzitos, mármores, etc.

    A DERIVA CONTINENTAL

    Em 1912, Alfred Wegener apresentou a "teoria da deriva continental" na qual defendia a tese de que, no fim do Carbonífero, os continentes estariam reunidos numa única massa continental, a qual chamou de Pangéia.

    Além do contorno dos continentes, fato que já havia sido observado pelo inglês Bacon em 1620, Pellegrini em 1858 havia assinalado que as costas da África e da América do Sul nada mais eram que duas faces provenientes da quebra e da separação de uma massa única e contínua.

    quinta-feira, 9 de junho de 2011

    Atualidades: Geografia

    Opinião: Debate sobre homofobia e preconceito na escola é fundamental Proibição do kit evidencia a dificuldade que se tem em lidar com o assunto.
     
    Professores precisam ter espaço para discussão e reflexão


    Censo 2010: População reduz em 4 cidades da região Em um dos municípios, o índice chega a -13,4% em comparação com os dados do Censo de 2000.



    Transposição do São Francisco não será afetada por cortes Para poupar as obras de transposição do rio São Francisco, o ministério da Integração Nacional congelou o empenho de toda as emendas parlamentares, que somam R$ 1,63 bilhão.

    Isso porque será preciso fazer licitação, prevista para abril, para construir estações de bombeamento das águas que seguirão pelos canais do Eixo Norte, ainda em construção. Para este ano, o ministério tem preservado R$ 1,1 bilhão para a transposição.

    Se os planos do governo derem certo, a obra será concluída no final de 2013 ou no início de 2014, ano de eleição.



    Transnordestina iniciará as operações em 2013

    A Ferrovia Nova Transnordestina terá capacidade para transportar 30 milhões de toneladas de carga por ano. Classificada como ferrovia de classe mundial, a Transnordestina absorverá R$ 5,4 bilhões e o primeiro trecho, que liga Eliseu Martins (PI) ao Porto de Suape (PE), deverá ser concluído no final de 2012. Segundo ele, a ferrovia "tem capacidade para transportar 30 milhões de toneladas por ano e os principais produtos serão minério de ferro e alimentos, sobretudo soja e milho".

    Dados divulgados pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), a Transnordestina deverá gerar cerca de 550 mil empregos, diretos e indiretos, e beneficiará 124 municípios nos Estados do Ceará, Pernambuco e Piauí.



    Balança comercial registra superávit de US$ 3,5 bilhões em maio Nos 5 primeiros meses do ano, saldo positivo sobe 52,5%, para US$ 8,55 bi.

    Aumento do saldo está relacionado à alta de preços de commodities(produtos básicos com cotação internacional, como alimentos, petróleo e minério de ferro, entre outros) no mercado externo.

    De acordo com números do governo, as vendas externas somaram US$ 94,61 bilhões no acumulado deste ano, com crescimento de 30% sobre o mesmo período de 2010. Ao mesmo tempo, as importações totalizaram US$ 86 bilhões, com elevação de 28,2%.



    Ibama emite licença para instalação da usina de Belo Monte


    Com a licença, as obras das barragens dos sítios Pimental e Belo Monte podem ser iniciadas.

    Com a licença, as obras das barragens dos sítios Pimental e Belo Monte podem ser iniciadas. Esse é um dos principais projetos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e alvo de uma intensa disputa entre o governo e grupos ambientalistas.

    A Usina de Belo Monte, quando pronta, será o terceiro maior complexo hidrelétrico do mundo pelo quesito capacidade instalada.





    1.-Anistia geral aos desmatadores de Reservas Legais e Áreas de Preservação Permanente;
     
    2.-Redução da área da Reserva Legal no Cerrado de 50% para 20%;
     
    3.-Redução da área de Reserva Legal da Amazônia de 80% para 50%;
     
    4.-Reflorestamentos de eucaliptos ou de pinus (que são espécies exóticas!) e ainda plantios de eucalipto, manga, côco, limão ou outras culturas, por exemplo, poderão ser consideradas como Reserva Legal, ou seja, recebem "status" de vegetação nativa.
     
    5.-O projeto permite ainda que florestas nativas sejam absurdamente convertidas em lavouras nas propriedades mais produtivas, sem qualquer licença das autoridades ambientais e a exploração econômica de florestas e outras formas de vegetação nas áreas de preservação permanente (margens de rios, lagos e reservatórios, áreas de encosta e topos de morros).



    PT vai criar comitê suprapartidário contra divisão do Estado do PI

    Fonte: Profº Joseph Junior